Obs.: Inspiro-me no beijo do soldado da marinha norte-americana em uma enfermeira, no fim da II Guerra Mundial. Eles não se conheciam! Esta é uma famosa fotografia de Victor Jorgensen e foi tirada em 14 de Agosto de 1945.
Provavelmente ele deixe de lado o tema da felicidade preferindo falar da angústia da possibilidade de daqui a alguns instantes não mais contar com a presença do ser amado.
É como se ele quisesse afirmar que , de alguma forma, através daquele ritual, o beijo, ele mantivesse a proximidade. Assim, perpetuariam a ternura, a beleza e a alegria daquele momento passageiro.
Há algo de sagrado aqui.
Entendo que o que Évora pretende ao cantar Bésame Mucho, passa por essa temática.
Em Cantiga Triste, Sobre o Tempo e a EternaIdade, Rubem Alves também pontuou: “Você não entende porque a gente chora diante da beleza? A resposta é simples. Ao contemplar a beleza, a alma faz uma súplica de eternidade. Tudo o que a gente ama a gente deseja que permaneça para sempre.”
É como o poeta português Fernando Pessoa descreve numa carta de amor à Dona Ophélia Queiroz, sua namorada: