Meu nome é Ieda.
Três vogais e uma consoante.
Podia ser Aidê, Leda ou qualquer outro.
Eu gosto porque é curto.
Embora digam que é nome de velha. (rs).
Em hebraico, significa “Favo de Mel”.
Aí eu me delicio! Ah… se todo mundo soubesse disso…
Ieda é um nome simples.
Mas é muito forte, resolvido, adulto.
Não se parece comigo.
Talvez eu seja assim, na essência.
Mas no coração mesmo… minha concepção pessoal é
A de quem possui uma fragilidade sem fim.
Contrasenso?
Nome forte.
Pessoa frágil.
E se juntasse isso tudo…
A gente seria um misto de frágil fortaleza.
(Como se é mesmo).
Nos tempos bíblicos os nomes identificavam a personalidade dos homens.
Davi significa predileto.
Sara, princesa.
Judite, louvada.
O nome da pessoa indica que ela é uma/um cidadã/ão. Detentora de direitos e deveres – numa explicação simplista. Um indivíduo.
O nome é uma espécie de marca que a identifica, que muitas vezes a diferencia de outras pessoas. (Nesse sentido também temos nossas digitais e íres – que nos identificam e singularizam ainda mais que nossos próprios nomes).
Os nomes das pessoas as identificam como gente. Como pessoa.
É o nome que prenuncia um sujeito ativo, dono de si, independente. Capaz de gerir sua própria vida e construir o futuro com dignidade e honradez. Parece que o nome clareia a existência das pessoas. De alguma forma lhe dá caráter. Desenha num primeiro momento sua existência.
Nesse mundo de pós-modernidade e inversão de valores é necessário que a essência do bem viver e da humanidade seja resgatada. Mesmo que em ninchos menores. Mesmo que lentamente. Que aparentemente sem forças para forçar mudanças que favoreçam e fortaleçam toda a criação.
Pagam-se alto preço para sustentarem frágeis impressões de respaldo social, de destaque, de status.
Se a gente quisesse – e a gente pode! – pagar alto preço para se humanizar ainda mais…
Quanto a gente seria mais gente…
Mais humano…
Quanto meu nome falaria por mim!
E o meu? O que será que deve significar? Nem eu sei! Edman então… deixa pra lá!