Barquinho Azul


Há Aproximadamente dez anos o coro Infanto-juvenil de nossa igreja ensaiou e apresentou, em vários locais de nossa Jequié, o musical Barquinho Azul.

Esse trabalho havia sido gravado pelo grupo Ká Entre Nós, que é composto por crianças muito bem orientadas musicalmente.

Os Arranjos e a Produção Musical são de Ariney B. Oliveira, esposo da cantora Alessandra Samadello. A Produção Executiva é do Valdemir Neri. Alguém me informou que ele é um professor e hoje, infelizmente, não trabalha mais com material desse tipo. Que pena!

A Direção Musical ficou a cargo do Ariney e da Edilza Druger. Orquestração, da Aire Born. Perfeita!

Procurei em todos os lugares possíveis, inclusive na Internet, uma forma de adquirir o material completo da cantata uma vez que eu só dispunha de uma fita de vídeo restante no meu modesto arquivo.

Consegui com o Sr. Silvio Cardoso o play back que me foi emprestado com gentileza. Não fosse por ele iríamos tentar conseguir alguns músicos por aqui. De antemão eu já sabia que isso não iria ser muito fácil. Claro que temos bons músicos, mas o difícil seria tempo e disponibilidade financeira para bancar tudo. Assim, usaremos, outra vez, o velho play back como recurso de áudio.

Todo o argumento do musical passa por algumas histórias de Jesus Cristo pela Palestina, especialmente na região litorânea. Fatos que ocorreram à beira do mar da Galiléia, em Cafarnaum, no Monte das Oliveiras e outros.

É uma delícia aprender as histórias do Mestre cantando. Mas ouvir crianças contando e cantando é realmente algo fascinante.

Eu estou, com o apoio de tanta gente boa, especialmente das crianças do coro da Igreja Batista Sião aqui em Jequié, na liderança – mais uma vez – desse trabalho. Confesso que sou muito feliz por isso, embora tenhamos muito a fazer…

Em nossa primeira apresentação nós usamos, na parte teatral, diante do coro, muitas redes de pesca, peixinhos coloridos, tarrafas e um gracioso barquinho de madeira que mandamos fazer numa carpintaria daqui. Ficou bem interessante. Alguns ‘pescadores’ cantaram e contaram as músicas dentro mesmo do barco.

Vamos ver como será dessa vez que contaremos com a participação de alguns coristas que hoje, tanto tempo depois, já são jovens.

Uma emoção que será revivida de um jeito bem especial.

(e-mail para contato: iedasampaio@gmail.com)

Pensamento infantil

“E pode, Giu? O vilão está pedalando sua bicicleta nas águas do mar!” Foi a pergunta que fiz à Giulia, de cinco anos de idade.

Ao que ela responde: “Não. Não pode porque tem tubarão.”

E o tubarão, de fato, ficou circulando em torno do vilão do filme do Pica-pau até morder toda a bicicleta.

Desenho animado é tudo assim.

As coisas funcionam de um jeito infantil, interessante. Longe de nossa rigorosa lógica que indica que não se pode andar de bicicleta em águas…

Neles é comum aparecer um personagem cortando o outro pela metade e daqui a pouco já está recuperado.

As dores se mostram intensas e com freqüência alguém é transformado numa folhinha de papel. Amassado totalmente. Basta um sopro, um sacolejo e a personagem está novinha em folha. Literalmente em folha.

Há um pensamento além da realidade nos desenhos animados infantis.

E quão interessante é perceber que as crianças compreendem aquele universo com tanta simplicidade, liberdade e beleza.

Para a pequena Giulia não interessa se o mar oferece ou não atrito suficiente para mover os pneus da bicicleta do vilão.

Valem outras categorias.

As preocupações são outras.

As importâncias são outras.

O pensamento é desburocratizado.

É assim a imaginação infantil.

Pai e filho


Super-man

(De pai para filho)

Grande emoção Ouvir você falar “Papai”
E o brilhar Do teu olhar Me invadir
Ao acordar contigo, te ver brincar Comigo
Que vida boa essa, meu amor

Grande emoção Sentir você, sua vida em minha mão
Lhe assumir, lhe ver crescer e assim sorrir
Que alegria imensa Toda essa paz me envolve
E assim meu dia Vai ficar feliz.

(De filho para pai)

Papai você é meu herói: meu super-man
Meu amigão e forte assim vem me abraçar
Ao acordar contigo você é meu amigo
A vida inteira vou agradecer

Papai você me deu a vida, me cuidou
E cuidará, se eu cair, em suas mãos
Papai quando eu for grande Vou lhe levar para passear
Lhe dar o orgulho que você me dá.

(Obs.: O pé das fotos é o de papai. Rs.)

Tá bom: esta é minha simples homenagem do Dia dos Pais para meu pai Bené (pai de Zé Roberto, Paulo Sergio, José Neto, Ione, Marcos, Ivana) e ao papai Joe Edman (pai de Giullia)

Também quero dedicar aos marinheiros de primeira viagem:

  1. Adriano (pai do Heitor),
  2. Bambam (pai do Tiaguinho)
  3. e meu irmão Marcos (pai de João Marcos).

Uma beijoca bem grande a todos: vocês são verdadeiros pais!
Tenho muito orgulho de todos.

‘Blogando’ no trânsito


Sempre que estou dirigindo tenho vontade de escrever. Fico refletindo no trânsito. Penso em coisas, pessoas, comportamentos, eventos, livros, idéias…

Às vezes me lembro do texto e, chegando em casa, escrevo.

Outras, fico com aquilo só pra mim.

Indo e vindo de casa… Indo à algum lugar, estou sempre pensando no cotidiano da gente. E sinto desejo de escrever nos lugares mais imprevisíveis.

Acho que me lembro um pouco do texto de hoje:

Aqui a cidade é pequena. Apenas 180.000 habitantes. Provavelmente isso. Mas o trânsito é, creiam, caótico.

Não entendo. A impressão que tenho é que cada morador possui carros ou, especialmente, motos. Muitas motos.

Chaga a ser engraçado.

O sinal se fecha e os quinze segundos naturais da espera são suficientes para abarcar dezenas de motoqueiros à sua volta que ficam afoitos para te vencer em velocidade e espaço.

É como se fossem, sem querer ofender, um monte de mosca em comida destampada. Lembram esses insetos mesmo por serem na maioria escuros e lembrarem uma certa leveza.

Eu, antes de alguém me taxar de preconceituosa e elitista, gosto muito de motos. Gosto de passear nelas!

Mas voltando ao assunto…o do trânsito: hoje eu vi um culto à Deus na hora do pico, ao meio-dia, no centro, aqui.

Um motorista, numa pista dupla meio desorganizada, parou repentinamente seu veículo e pôs a mão para fora, pedindo aos motorizados seguintes que também fizessem o mesmo.

Quase não deu para brecar meu carro a tempo. Confesso que não entendi e numa hora dessas vocês logo desconfia que aconteceu algo à frente.

Eram duas mulheres e um homem conhecidos meus, com um bebê recém-nascido nos braços atravessando a rua.

Aquela hora, tão simples e rica, todo mundo parou.

Parou para a vida passar.
Não sei o nome daquele motorista tão gentil. Só fico pensando que Deus deve ter sorrido para ele naquele momento.

Isso é que é agrado.

Parabéns, motorista humano!

Obs.: Quem tiver aí uma foto que condiga com o trânsito atual dessa cidade, por favor, mande para mim!